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Cães são encontrados mortos por suspeita de envenenamento na zona rural de Alegrete do Piauí

Crime ambiental ocorrido no Sítio Baraúnas causa revolta, levanta alerta à saúde pública e reacende debate sobre proteção animal no município

O município de Alegrete do Piauí foi cenário de um episódio de extrema crueldade contra animais entre a noite da segunda-feira (9) e a madrugada da terça-feira (10) de fevereiro. Na localidade Sítio Baraúnas, zona rural do município, vários cães foram encontrados mortos em frente à residência de Dona Isabel, moradora do local e tutora dos animais. A principal suspeita é de envenenamento criminoso.

De acordo com informações repassadas pela família, alguns dos cães morreram ainda no local, enquanto outros, após ingerirem o veneno, se afastaram da residência e acabaram morrendo em pontos distintos da propriedade. Todos os animais pertenciam à moradora, eram castrados, permaneciam exclusivamente no imóvel e não circulavam pela vizinhança, não oferecendo qualquer risco ou incômodo a terceiros.

A denúncia e a manifestação pública de indignação estão sendo conduzidas pela professora Cristina Cleide de Araújo, filha de Dona Isabel, educadora e conhecida defensora da causa animal no município. Segundo ela, o ato configura um crime grave, agravado pelo fato de o veneno ter sido colocado na porta da residência, o que amplia os riscos e a gravidade da situação.

“A forma como isso aconteceu poderia ter causado uma tragédia ainda maior. Além dos cães, outros animais como gatos, galinhas, porcos, ovelhas e até bovinos poderiam ter sido atingidos. Sem falar no risco à vida humana”, destacou a professora. A família cobra providências imediatas das autoridades e um olhar mais humano e responsável do poder público diante da recorrência desse tipo de crime.

A Polícia foi acionada, esteve no local e realizou os primeiros procedimentos, dando início à apuração do caso. A expectativa é de que as investigações avancem para identificar os responsáveis pelo envenenamento.

Segundo a professora Cristina Cleide, outros casos semelhantes já foram registrados em Alegrete do Piauí, o que tem gerado preocupação entre os moradores e uma crescente sensação de impunidade. Para ela, a repetição desses episódios evidencia a necessidade urgente de medidas preventivas, fiscalização mais rigorosa e ações educativas voltadas à proteção animal.

Do ponto de vista legal, o caso se enquadra como crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo 32 prevê punição para quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais, sejam eles domésticos ou silvestres. As penalidades incluem detenção de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda de animais, com agravamento da pena quando o crime resulta na morte do animal, como neste caso.

Além da crueldade, o uso indiscriminado de veneno representa um grave risco à saúde pública, podendo atingir outros animais e pessoas, especialmente crianças, configurando também um problema de segurança sanitária.

O episódio, portanto, vai muito além de um ato isolado de violência contra animais. Ele expõe um crime ambiental sério, um risco coletivo, falhas na prevenção e fiscalização, e um histórico preocupante de ocorrências semelhantes no município. Diante disso, o caso reforça a necessidade de investigação rigorosa, responsabilização dos autores, fortalecimento das políticas públicas de proteção animal e a implementação de ações educativas e preventivas junto à comunidade, para que situações como essa não voltem a se repetir.

 

Informações: Cidades na Net

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