Educação

Conselho Nacional de Educação consulta professores e sociedade civil sobre regras para uso da IA na sala de aula

O Conselho Nacional de Educação começou a consultar professores e a sociedade civil sobre as regras para o uso da inteligência artificial na sala de aula.

O silêncio no laboratório de tecnologia chama a atenção. É a comunicação entre o estudante e a inteligência artificial. Lá, os alunos usam a IA para aprender novos idiomas.

“Alguns professores pedem para a gente usar a tecnologia em trabalho, algo do tipo, mas só para ter uma base naquilo, não para copiar como muitas pessoas fazem”, conta a estudante Tifany de Oliveira.

 

“Eu percebo que os alunos estão muito engajados nesse novo aprendizado de um idioma com inteligência artificial”, diz o professor Athos Silva.

 

E para estabelecer uma fronteira entre o esforço do aluno e o trabalho da máquina, o Conselho Nacional de Educação aprovou um texto que estabelece regras para o uso da inteligência artificial na educação. Classificou o uso da IA em três níveis de risco, como um semáforo para orientar os educadores:

  • Baixo risco: quando a IA serve de apoio comum do dia a dia, como corretor ortográfico, organizador de materiais, plano de aulas e revisão de texto;
  • Risco moderado: quando a IA atua diretamente no processo pedagógico, como assistentes acadêmicos virtuais;
  • Alto risco ou risco excessivo: quando afeta diretamente a vida acadêmica dos alunos, como correção e monitoramento das provas.

 

Conselho Nacional de Educação consulta professores e sociedade civil sobre regras para uso da IA na sala de aula — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Conselho Nacional de Educação consulta professores e sociedade civil sobre regras para uso da IA na sala de aula — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Conselho Nacional de Educação, vinculado ao Ministério da Educação, abriu nesta terça-feira (19) uma consulta pública para que a sociedade participe com sugestões até o dia 14 de junho. O relatório ainda será votado no plenário do CNE antes de ser homologado pelo Ministério da Educação.

“Um ponto que o parecer do Conselho Nacional de Educação fala muito é a questão da proteção de dados, a questão do uso ético e também um ponto que para mim foi fundamental nesse parecer, que é a questão da centralidade do professor. Quer dizer, o professor pode ampliar seu potencial usando bem a inteligência artificial, mas a inteligência artificial não pode substituir o professor”, afirma Cláudia Costin, presidente do Instituto Salto.

 

LEIA TAMBÉM

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Portal Recente News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.